Laser de picossegundos: como funciona, para que serve e quais são as diferenças entre os lasers
O laser de picossegundos utiliza pulsos de energia extremamente curtos, medidos em trilionésimos de segundo. Essa característica permite concentrar energia em intervalos muito breves e produzir um importante efeito fotoacústico, capaz de atuar sobre determinados pigmentos da pele e partículas de tinta de tatuagem.
Entretanto, a velocidade do pulso não determina, sozinha, a qualidade ou a indicação de um laser. O comprimento de onda, o alvo que se pretende atingir, a quantidade de energia, o modo de aplicação e as características da pele também influenciam a escolha do tratamento.
Por isso, afirmar que um laser de picossegundos é simplesmente “melhor” do que outros lasers seria uma simplificação. Na Dermatologia, diferentes tecnologias podem cumprir funções diferentes.
O que é o laser de picossegundos?
O laser de picossegundos é uma tecnologia capaz de emitir energia em pulsos ultracurtos. Um picossegundo corresponde a um trilionésimo de segundo, ou seja, 0,000000000001 segundo.
Como a energia chega ao tecido em um intervalo tão pequeno, o laser pode produzir um efeito fotomecânico ou fotoacústico relevante. Em termos simples, esse efeito ajuda a fragmentar determinados pigmentos em partículas menores.
Esse mecanismo explica por que os lasers de picossegundos ganharam espaço principalmente no tratamento de tatuagens e algumas alterações pigmentares. Além disso, configurações específicas podem ser utilizadas para outras finalidades dermatológicas, como cicatrizes de acne e melhora de determinadas características da pele.
Em poucas palavras: picossegundo não é o nome de um tratamento. É uma medida de tempo que descreve a duração extremamente curta de determinados pulsos emitidos pelo equipamento.
Para que serve o laser de picossegundos?
As aplicações do laser de picossegundos dependem do equipamento, do comprimento de onda disponível e da forma como a energia é entregue à pele. Portanto, dois aparelhos classificados como lasers de picossegundos não necessariamente possuem as mesmas indicações.
Entre as aplicações estudadas na Dermatologia estão:
- remoção ou clareamento de tatuagens;
- tratamento de determinadas lesões pigmentadas benignas;
- tratamento de algumas hiperpigmentações;
- abordagens selecionadas para melasma;
- tratamento de cicatrizes de acne com modalidades específicas;
- melhora de textura e sinais de fotoenvelhecimento em protocolos selecionados.
No entanto, a indicação precisa começar pelo diagnóstico. Uma mancha, por exemplo, pode ter diferentes causas. Além disso, doenças como o melasma exigem uma abordagem mais complexa do que simplesmente escolher um equipamento para remover pigmento.
O laser de picossegundos é melhor que outros lasers?
Não existe um tipo de laser que seja o melhor para todas as situações. O laser de picossegundos apresenta características interessantes para determinados alvos, sobretudo pigmentos. Porém, outros lasers podem ser mais apropriados quando o objetivo envolve resurfacing, remodelamento dérmico, estímulo de colágeno ou outros componentes da pele.
Essa diferença ajuda a entender por que uma clínica pode utilizar várias plataformas de laser sem que uma necessariamente substitua a outra.
No Instituto Pontello, em Londrina, diferentes tecnologias a laser permitem trabalhar com mecanismos distintos. O portfólio inclui plataformas como TORO, Fotona StarWalker, DuoGlide, Etherea e RedTouch. A escolha entre elas deve considerar o diagnóstico, o fototipo, a profundidade do alvo e o objetivo do tratamento.
Ao longo deste artigo, vamos explicar como os picossegundos funcionam, em quais situações podem ser utilizados e como se diferenciam de outras tecnologias. Também vamos abordar suas limitações, riscos e o que a ciência realmente demonstra sobre suas principais indicações.
Como funciona o laser de picossegundos?
O laser de picossegundos libera energia em pulsos extremamente curtos. Como essa energia chega ao alvo em um intervalo muito pequeno, ela pode produzir um efeito fotomecânico ou fotoacústico importante. Esse mecanismo tem especial interesse quando o objetivo é atingir pigmentos.
Para entender essa diferença, é útil comparar dois efeitos que podem ocorrer durante um tratamento a laser: o efeito fototérmico e o efeito fotoacústico.
No efeito fototérmico, a energia luminosa absorvida pelo alvo se transforma principalmente em calor. Já no efeito fotoacústico, a entrega muito rápida de energia gera alterações mecânicas que contribuem para fragmentar estruturas pigmentadas.
Na prática, esses fenômenos não precisam ocorrer de maneira totalmente isolada. A interação entre laser e tecido depende de vários fatores, como duração do pulso, comprimento de onda, energia utilizada, tamanho do ponto e características do alvo.
Por que a duração do pulso do laser de picossegundos importa?
A duração do pulso indica por quanto tempo o laser entrega energia ao tecido em cada disparo. Quanto menor esse intervalo, mais rapidamente a energia chega ao alvo.
Um picossegundo corresponde a 10-12 segundo. Para comparação, um nanossegundo corresponde a 10-9 segundo. Portanto, um pulso de picossegundos pode ser muito mais curto do que um pulso medido em nanossegundos.
Essa diferença é especialmente relevante quando o alvo contém pigmentos, como ocorre em determinadas lesões pigmentadas e nas partículas de tinta das tatuagens. Pulsos ultracurtos podem gerar alta pressão sobre essas estruturas e favorecer sua fragmentação.
Depois disso, o organismo participa do processo de remoção das partículas fragmentadas. Por esse motivo, o resultado não acontece necessariamente no momento do disparo. A resposta ocorre progressivamente e pode exigir mais de uma sessão, conforme a indicação.
O comprimento de onda também influencia o resultado do laser de picossegundos?
Sim. A duração do pulso é apenas uma parte da equação. O comprimento de onda determina, entre outros fatores, quais estruturas absorvem melhor a energia e qual será o comportamento dessa luz ao atravessar a pele.
Na Dermatologia, estruturas capazes de absorver seletivamente determinadas faixas de luz são chamadas de cromóforos. A melanina, a hemoglobina, a água e os pigmentos presentes em tatuagens são exemplos de alvos que podem interagir de maneiras diferentes com determinados comprimentos de onda.
Por isso, dois lasers capazes de trabalhar com pulsos muito curtos podem apresentar comportamentos e aplicações diferentes. Além da duração do pulso, o médico precisa considerar o comprimento de onda, a profundidade do alvo, a quantidade e o tipo de pigmento, o fototipo e os parâmetros utilizados.
Em resumo: dizer apenas que um equipamento trabalha em picossegundos não é suficiente para definir sua indicação. É necessário entender qual comprimento de onda será utilizado, qual estrutura será atingida e como aquela energia será entregue ao tecido.
Um pulso mais rápido significa um laser melhor?
Não necessariamente. Pulsos mais curtos podem oferecer vantagens para determinados alvos, mas isso não transforma o laser de picossegundos em uma tecnologia superior para todos os tratamentos dermatológicos.
Quando o objetivo envolve pigmentos ou partículas de tatuagem, por exemplo, o efeito fotoacústico pode ser particularmente útil. Em contrapartida, tratamentos que dependem de coagulação, aquecimento controlado, ablação ou remodelamento térmico podem exigir outras formas de interação entre energia e tecido.
Além disso, a tecnologia não substitui o diagnóstico. Antes de escolher um laser para uma mancha, é necessário identificar sua origem. Da mesma forma, tratar cicatrizes, textura, fotoenvelhecimento ou melasma exige avaliar diferentes componentes da pele e não apenas selecionar o equipamento com o pulso mais curto.
Essa distinção é importante porque evita uma ideia comum, porém incorreta: a de que a tecnologia mais nova necessariamente substitui as anteriores. Na Dermatologia, lasers diferentes podem ser complementares porque atuam por mecanismos diferentes e sobre alvos diferentes.
Quais são as principais indicações do laser de picossegundos?
O laser de picossegundos ganhou espaço inicialmente na remoção de tatuagens. Com o avanço das plataformas e das formas de entrega de energia, os estudos passaram a avaliar outras aplicações, como lesões pigmentadas benignas, cicatrizes de acne, fotoenvelhecimento e melasma.
Entretanto, essas indicações não possuem o mesmo nível de evidência. Além disso, os resultados variam conforme o comprimento de onda, os parâmetros utilizados, o tipo de pele e o problema que será tratado.
| Indicação | Como o laser pode atuar | O que sabemos atualmente |
|---|---|---|
| Remoção de tatuagens | Fragmentação das partículas de pigmento | Uma das aplicações mais consolidadas dos picossegundos |
| Lesões pigmentadas benignas | Ação seletiva sobre determinados pigmentos | Há evidências favoráveis para indicações selecionadas |
| Cicatrizes de acne | Modalidades fracionadas podem estimular remodelamento da pele | Estudos mostram resultados promissores, mas não superioridade universal sobre outros lasers fracionados |
| Fotoenvelhecimento e textura | Modalidades específicas podem induzir remodelamento cutâneo | Existem estudos favoráveis, porém a indicação depende do objetivo e da plataforma |
| Melasma | Pode atuar sobre componentes pigmentares da doença | Os resultados são heterogêneos e não justificam considerar o picossegundo uma solução universal para melasma |
Laser de picossegundos para remoção de tatuagem
A remoção de tatuagens está entre as aplicações mais estudadas do laser de picossegundos. Nesse tratamento, a energia atinge as partículas de tinta e favorece sua fragmentação. Em seguida, o organismo participa gradualmente da eliminação dessas partículas.
A cor da tatuagem faz diferença. Isso ocorre porque pigmentos diferentes absorvem comprimentos de onda distintos. Portanto, não basta considerar apenas a duração do pulso. A combinação entre comprimento de onda e cor do pigmento também influencia a resposta.
Uma revisão sistemática que comparou tecnologias para remoção de tatuagens encontrou resultados favoráveis tanto para lasers Q-Switched quanto para picossegundos em pigmentos pretos. Entretanto, os picossegundos apresentaram vantagem em alguns pigmentos coloridos, especialmente azul, verde e amarelo.
Mesmo assim, nenhuma tecnologia permite prever a remoção completa de todas as tatuagens. Cor, composição da tinta, profundidade do pigmento, quantidade de tinta, fototipo e características individuais interferem no número de sessões e no resultado.
Laser de picossegundos para manchas na pele
O laser de picossegundos para manchas pode ter indicação em algumas alterações pigmentares benignas. Nesse contexto, o objetivo é direcionar energia para estruturas que contêm pigmento e reduzir sua presença sem tratar indiscriminadamente toda a pele.
Antes do procedimento, porém, o diagnóstico da mancha é fundamental. Sardas, lentigos solares, hiperpigmentação pós-inflamatória e melasma, por exemplo, possuem mecanismos diferentes. Consequentemente, também podem exigir estratégias diferentes.
Nem toda mancha deve ser tratada com laser. Além disso, uma lesão pigmentada sem diagnóstico adequado não deve receber tratamento apenas porque incomoda esteticamente. Quando existe dúvida sobre a natureza da lesão, a avaliação dermatológica vem antes da escolha da tecnologia.
Laser de picossegundos para cicatrizes de acne
Alguns equipamentos permitem utilizar o laser de picossegundos de forma fracionada. Nessa modalidade, a interação da energia com o tecido pode desencadear processos de remodelamento, o que explica o interesse dessa tecnologia no tratamento de cicatrizes atróficas de acne.
Uma metanálise que comparou lasers fracionados de picossegundos com outros lasers fracionados encontrou melhora clínica semelhante das cicatrizes atróficas de acne. Por outro lado, os estudos analisados observaram menor incidência de hiperpigmentação pós-inflamatória e menores escores de dor com os picossegundos.
Isso não significa que o laser de picossegundos seja sempre a melhor escolha para cicatriz de acne. Existem diferentes tipos de cicatriz, como ice pick, boxcar e rolling. Muitas vezes, o tratamento exige combinar técnicas que atuam em componentes distintos da cicatriz.
Laser de picossegundos para rejuvenescimento e textura da pele
Além dos pigmentos, modalidades específicas de picossegundos vêm sendo estudadas para melhorar textura, sinais de fotodano e algumas características relacionadas ao envelhecimento da pele.
Nesses casos, o objetivo não é simplesmente destruir pigmentos. Dependendo da tecnologia, a entrega fracionada da energia pode provocar alterações microscópicas no tecido e iniciar uma resposta de remodelamento cutâneo.
No entanto, o termo “rejuvenescimento” engloba problemas muito diferentes. Rugas, manchas, flacidez, perda de volume e alterações de textura não possuem a mesma origem. Por esse motivo, nenhum laser consegue tratar sozinho todos os componentes do envelhecimento facial.
Laser de picossegundos funciona para melasma?
O laser de picossegundos pode fazer parte do tratamento de pacientes selecionados com melasma, mas não representa uma solução definitiva para a doença. O melasma é uma condição crônica e complexa, na qual o pigmento constitui apenas uma parte do problema.
Os estudos sobre picossegundos e melasma apresentam resultados heterogêneos. Uma metanálise publicada em 2023 encontrou redução dos índices de gravidade em determinados estudos, com resultados mais favoráveis para algumas configurações de 1064 nm. Entretanto, os próprios autores identificaram heterogeneidade relevante entre os trabalhos.
Dados mais recentes reforçam a necessidade de cautela. Uma revisão sistemática e metanálise publicada em 2026 avaliou diferentes terapias a laser para melasma e não encontrou superioridade estatisticamente significativa dos lasers de picossegundos sobre os grupos de comparação. Além disso, os autores classificaram a certeza global das evidências como muito baixa.
Portanto, a presença de uma tecnologia de picossegundos não transforma o melasma em uma doença simples de tratar. Fotoproteção, tratamentos tópicos, características individuais, fatores desencadeantes e risco de recorrência continuam relevantes na definição da estratégia terapêutica.
Importante: pessoas com maior predisposição à hiperpigmentação pós-inflamatória exigem atenção especial. Qualquer procedimento que provoque inflamação na pele pode, em determinadas circunstâncias, causar ou agravar alterações de pigmentação.
Laser de picossegundos ou outros lasers: qual é a diferença?
O laser de picossegundos não substitui todos os outros tipos de laser. Na verdade, cada tecnologia pode produzir uma interação diferente com a pele. Por isso, a escolha depende principalmente do alvo que o dermatologista pretende tratar.
Enquanto alguns lasers têm maior aplicação sobre pigmentos, outros promovem aquecimento, coagulação, ablação ou remodelamento das estruturas cutâneas. Além disso, o comprimento de onda e a duração do pulso influenciam a profundidade e a forma como a energia interage com o tecido.
Consequentemente, comparar lasers apenas pela velocidade do pulso ou pela data de lançamento do equipamento pode levar a conclusões erradas. Uma tecnologia mais recente não é, necessariamente, a mais adequada para todos os objetivos.
Qual a diferença entre laser de picossegundos e Q-Switched?
Os lasers Q-Switched e os lasers de picossegundos conseguem entregar grande quantidade de energia em intervalos muito curtos. Por esse motivo, ambos podem ter aplicações relacionadas a pigmentos e tatuagens, dependendo do equipamento e do comprimento de onda utilizado.
A principal diferença está na duração dos pulsos. Tradicionalmente, os sistemas Q-Switched trabalham com pulsos medidos em nanossegundos. Já os sistemas de picossegundos conseguem entregar determinados pulsos em uma escala ainda menor.
Essa redução do tempo pode aumentar a participação do efeito fotoacústico sobre determinados alvos. No entanto, isso não significa que todos os tratamentos realizados em picossegundos serão superiores aos realizados em nanossegundos.
Na remoção de tatuagens, por exemplo, os picossegundos apresentam vantagens em algumas situações. Ainda assim, a resposta depende da cor e da composição da tinta, do comprimento de onda utilizado, da profundidade do pigmento e das características individuais da pele.
Em resumo: Q-Switched e picossegundos não devem ser entendidos como uma tecnologia “ruim” e outra “boa”. São formas diferentes de entregar energia, com possibilidades que podem se sobrepor em algumas indicações.
Qual a diferença entre laser de picossegundos e laser de CO2?
O laser de picossegundos e o laser de CO2 possuem mecanismos bastante diferentes. Por isso, não faz sentido comparar os dois apenas para decidir qual deles é melhor.
O laser de CO2 possui forte interação com a água presente nos tecidos. Dependendo dos parâmetros e da forma de aplicação, ele pode promover ablação controlada e efeitos térmicos nas estruturas adjacentes. Essas características explicam seu uso em procedimentos de resurfacing e em outras indicações dermatológicas.
Por outro lado, o laser de picossegundos ganhou destaque pela capacidade de produzir efeitos fotoacústicos relevantes, sobretudo quando o alvo envolve pigmentos. Além disso, algumas plataformas permitem formas fracionadas de aplicação para outras finalidades.
Assim, um paciente que apresenta principalmente alterações de textura pode exigir uma estratégia diferente daquela indicada para uma pessoa que deseja remover uma tatuagem. Da mesma forma, manchas, cicatrizes e sinais de envelhecimento precisam de diagnóstico antes da escolha do equipamento.
| Característica | Laser de picossegundos | Q-Switched | Laser de CO2 |
|---|---|---|---|
| Duração característica dos pulsos | Escala de picossegundos em modos específicos | Tradicionalmente na escala de nanossegundos | Varia conforme a plataforma e a configuração |
| Interação de destaque | Importante componente fotoacústico | Componentes fotoacústico e fototérmico conforme os parâmetros | Ablação e efeito térmico por absorção da energia pela água |
| Aplicações frequentes | Pigmentos, tatuagens e outras indicações específicas | Pigmentos e tatuagens, entre outras aplicações | Resurfacing, textura, cicatrizes e outras indicações |
| Substitui os demais? | Não | Não | Não |
Laser de picossegundos ou laser para estimular colágeno?
Essa comparação também exige cautela. “Estimular colágeno” não descreve um único mecanismo de tratamento. Diferentes lasers podem iniciar processos de remodelamento dérmico por caminhos distintos.
Algumas tecnologias promovem aquecimento controlado da derme, camada localizada abaixo da epiderme. A resposta biológica desencadeada por esse estímulo pode favorecer a remodelação do colágeno ao longo do tempo.
Certos sistemas de picossegundos, por sua vez, utilizam modos fracionados capazes de gerar alterações microscópicas no tecido. Estudos investigam essa abordagem para textura, cicatrizes e fotoenvelhecimento. Entretanto, a indicação depende das características específicas do equipamento e do objetivo clínico.
Portanto, não é correto concluir que todo laser de picossegundos estimula colágeno da mesma maneira ou que ele substitui tecnologias desenvolvidas para remodelamento dérmico.
Qual é o melhor laser para manchas?
Não existe um único laser considerado o melhor para todas as manchas. Antes de escolher a tecnologia, o dermatologista precisa identificar qual alteração está causando a pigmentação.
Um lentigo solar, por exemplo, não representa o mesmo processo biológico que o melasma. A hiperpigmentação pós-inflamatória também possui características próprias. Além disso, algumas lesões pigmentadas precisam de investigação diagnóstica antes de qualquer tratamento estético.
Depois do diagnóstico, outros fatores entram na decisão. Entre eles estão o fototipo, a localização e a profundidade do pigmento, o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória, tratamentos anteriores e características individuais da pele.
Por esse motivo, possuir várias tecnologias pode ampliar as possibilidades terapêuticas, mas o número de equipamentos não substitui o raciocínio médico. O ponto central continua sendo escolher a interação entre luz e tecido mais adequada para aquele diagnóstico.
Por que diferentes lasers podem ser complementares?
Lasers diferentes podem ser complementares porque não atuam necessariamente sobre os mesmos alvos. Enquanto uma tecnologia pode ter características adequadas para pigmentos, outra pode oferecer maior utilidade para resurfacing ou remodelamento dérmico.
Além disso, um mesmo paciente pode apresentar alterações diferentes ao mesmo tempo. Fotoenvelhecimento, por exemplo, pode envolver pigmentação irregular, mudanças de textura e alterações na qualidade da pele. Tratar todos esses componentes como um único problema reduz a precisão do planejamento.
Essa lógica também explica por que a chegada de uma nova tecnologia não torna automaticamente os equipamentos anteriores obsoletos. Em Dermatologia, a tecnologia deve acompanhar o diagnóstico, e não determinar o diagnóstico.
Laser de picossegundos em Londrina: como o TORO amplia as possibilidades de tratamento?
A chegada do laser de picossegundos TORO a Londrina amplia as possibilidades de tratamento disponíveis no Instituto Pontello. A plataforma acrescenta novas formas de trabalhar com pigmentos e outras indicações específicas. Entretanto, sua incorporação não torna os demais lasers desnecessários.
Isso acontece porque diferentes equipamentos produzem interações distintas com a pele. Portanto, a escolha não deve começar pelo nome da tecnologia. Primeiro, o dermatologista identifica o problema e define qual estrutura precisa ser atingida. Depois, seleciona o laser e os parâmetros mais adequados para aquele objetivo.
Além do TORO, o Instituto Pontello dispõe de outras plataformas a laser, como Fotona StarWalker, DuoGlide, Etherea e RedTouch. Cada tecnologia possui características próprias e pode ocupar uma função diferente no planejamento dermatológico.
Como funciona o laser de picossegundos TORO?
O TORO é uma plataforma que combina diferentes comprimentos de onda e durações de pulso. Dessa forma, o equipamento não deve ser definido apenas pela expressão “laser de picossegundos”.
Entre suas características técnicas, o sistema reúne emissões de 532 nm e 1064 nm com Nd:YAG em modo Q-Switched e uma emissão de 785 nm com Ti:Sapphire em modo picosegundo. Essa combinação amplia as possibilidades de interação com diferentes pigmentos.
Na prática, a presença de vários comprimentos de onda é relevante porque pigmentos diferentes não absorvem a luz da mesma maneira. Por isso, a escolha do comprimento de onda precisa considerar o alvo que será tratado, além do fototipo e de outras características individuais.
Importante: ter mais comprimentos de onda não significa que o TORO seja automaticamente indicado para qualquer mancha ou tatuagem. O diagnóstico e a seleção correta dos parâmetros continuam sendo fundamentais.
Qual a diferença entre TORO e Fotona StarWalker?
O TORO e o Fotona StarWalker apresentam possibilidades relacionadas ao tratamento de pigmentos, mas não são equipamentos idênticos. As plataformas utilizam configurações próprias de comprimentos de onda, duração de pulsos e formas de entrega da energia.
O Fotona StarWalker é uma plataforma baseada em tecnologia Q-Switched, com diferentes modalidades de emissão. Por isso, possui aplicações dermatológicas relacionadas a pigmentos e tatuagens, além de outras possibilidades que dependem da configuração utilizada.
Já o TORO acrescenta ao arsenal do Instituto Pontello uma emissão específica de 785 nm em picossegundos, além de outras emissões disponíveis na plataforma.
Consequentemente, a chegada do TORO não deve ser interpretada como a substituição do StarWalker. Dependendo do pigmento, do diagnóstico e do objetivo terapêutico, características de uma plataforma podem ser mais interessantes do que as da outra.
Qual a diferença entre o laser e o DuoGlide?
O DuoGlide pertence a uma categoria bastante diferente. A plataforma utiliza laser de CO2, que possui forte interação com a água presente nos tecidos.
Essa característica permite promover ablação controlada e efeitos térmicos. Assim, o DuoGlide pode ser utilizado em estratégias que envolvem resurfacing, alterações de textura, cicatrizes e outras indicações dermatológicas definidas após avaliação.
O laser de picossegundos, por outro lado, apresenta uma interação particularmente relevante com pigmentos por meio do componente fotoacústico. Portanto, comparar TORO e DuoGlide como tecnologias concorrentes seria inadequado.
Em determinadas situações, inclusive, tecnologias com mecanismos diferentes podem fazer parte de um mesmo planejamento. Nesse caso, cada uma deve atuar sobre um componente específico do problema.
Onde o RedTouch entra entre os diferentes tipos de laser?
O RedTouch acrescenta outro mecanismo ao conjunto de lasers. Seu objetivo principal não é fragmentar pigmentos ou promover um resurfacing ablativo como o laser de CO2.
Essa tecnologia trabalha com um comprimento de onda de 675 nm e tem como uma de suas principais aplicações o remodelamento dérmico. Assim, o RedTouch ocupa uma posição diferente das plataformas voltadas predominantemente para pigmentos.
Essa distinção é importante porque “rejuvenescimento” não representa um único diagnóstico. Uma pessoa pode apresentar alterações de pigmentação, textura, qualidade dérmica e outras mudanças relacionadas ao envelhecimento. Portanto, diferentes componentes podem exigir estratégias distintas.
Qual é o papel do Etherea entre os lasers dermatológicos?
O Etherea é uma plataforma dermatológica que permite trabalhar com diferentes tecnologias e aplicações conforme a configuração e as ponteiras disponíveis no equipamento.
Por esse motivo, não seria correto resumir o Etherea a uma única função. Sua indicação depende da tecnologia utilizada dentro da plataforma, do alvo que será tratado e dos parâmetros selecionados.
No contexto do arsenal de lasers, essa versatilidade acrescenta possibilidades para diferentes alterações dermatológicas. Ainda assim, a existência de várias opções aumenta a importância do diagnóstico, em vez de diminuir essa necessidade.
Como escolher entre laser de picossegundos, CO2 e outros lasers?
A escolha do laser deve partir do diagnóstico e do objetivo do tratamento. O equipamento vem depois. Essa ordem evita indicar uma tecnologia apenas porque ela é nova ou porque apresenta determinadas características técnicas.
Durante a avaliação, alguns dos fatores que podem influenciar essa decisão incluem:
- diagnóstico da alteração que será tratada;
- estrutura ou cromóforo que precisa ser atingido;
- profundidade do alvo;
- fototipo do paciente;
- risco de hiperpigmentação pós-inflamatória;
- tratamentos realizados anteriormente;
- tempo de recuperação aceitável;
- benefícios e limitações de cada tecnologia.
| Plataforma | Característica que ajuda a diferenciá-la | Possíveis objetivos dentro de um planejamento |
|---|---|---|
| TORO | Combina diferentes comprimentos de onda e inclui emissão de 785 nm em picossegundos | Pigmentos e outras indicações compatíveis com suas diferentes configurações |
| Fotona StarWalker | Plataforma com tecnologia Q-Switched e diferentes modalidades de emissão | Pigmentos, tatuagens e outras aplicações conforme a configuração |
| DuoGlide | Laser de CO2 com interação predominante com a água | Resurfacing, textura, cicatrizes e outras indicações selecionadas |
| RedTouch | Laser de 675 nm voltado ao remodelamento dérmico | Qualidade da pele e estímulo de remodelamento em pacientes selecionados |
| Etherea | Plataforma com diferentes tecnologias e possibilidades de configuração | Aplicações variáveis conforme a tecnologia utilizada |
Em resumo: o TORO acrescenta a tecnologia de picossegundos ao conjunto de lasers disponíveis no Instituto Pontello, mas não elimina a função dos demais equipamentos. TORO, StarWalker, DuoGlide, Etherea e RedTouch apresentam características diferentes e podem responder a objetivos distintos.
Para o Dr. Rubens Pontello Junior, médico dermatologista (CRM-PR 24.645 | RQE 2.050), a definição do tratamento deve considerar o diagnóstico e as características individuais do paciente antes da escolha da tecnologia. Dessa forma, o equipamento funciona como uma ferramenta dentro do planejamento médico, e não como o ponto de partida da indicação.
Esse laser é seguro?
O laser de picossegundos pode apresentar um bom perfil de segurança quando existe indicação adequada e o procedimento utiliza parâmetros compatíveis com o diagnóstico, o fototipo e o alvo tratado. No entanto, nenhum tratamento a laser é isento de riscos.
A segurança depende de vários fatores. Entre eles estão o comprimento de onda, a energia utilizada, o tamanho do ponto, a área tratada, o número de disparos e as características individuais da pele. Além disso, a experiência do profissional e o diagnóstico correto influenciam diretamente o planejamento.
Por esse motivo, uma configuração segura para determinado paciente pode não ser adequada para outro. Pessoas com maior quantidade de melanina na pele, por exemplo, exigem atenção especial na escolha dos parâmetros, pois a melanina também pode absorver parte da energia luminosa.
Quais são os efeitos colaterais do laser?
Os efeitos após o procedimento variam conforme a indicação e os parâmetros utilizados. Em alguns tratamentos, a pele apresenta apenas vermelhidão e sensibilidade transitórias. Em outros, podem ocorrer edema, formação de pequenas crostas ou alterações temporárias da pigmentação.
Entre as reações e complicações possíveis estão:
- vermelhidão;
- inchaço;
- sensibilidade ou desconforto na área tratada;
- formação de crostas ou pequenas alterações superficiais;
- escurecimento temporário da pele;
- clareamento indesejado da pigmentação;
- hiperpigmentação pós-inflamatória;
- alterações persistentes da pigmentação em situações menos frequentes;
- cicatrizes, embora sejam menos comuns quando existe indicação adequada e uso correto da tecnologia.
A probabilidade de cada efeito adverso não é igual para todos os pacientes. O risco muda conforme o procedimento realizado, o fototipo, a região tratada e os parâmetros escolhidos.
Importante: a possibilidade de hiperpigmentação pós-inflamatória merece atenção especial em pacientes predispostos. Essa alteração ocorre quando um processo inflamatório estimula o aumento da pigmentação da pele após o procedimento.
Como é a recuperação após o laser de picossegundos?
Não existe um único tempo de recuperação para todos os tratamentos com picossegundos. A resposta da pele depende da indicação, do equipamento, da forma de aplicação e da intensidade utilizada.
Procedimentos direcionados a pigmentos podem produzir vermelhidão, edema ou alterações temporárias na região. Já algumas modalidades fracionadas podem gerar uma resposta cutânea diferente. Por isso, prometer que todo tratamento com picossegundos apresenta recuperação imediata seria incorreto.
Além disso, o resultado biológico pode continuar evoluindo depois que os sinais visíveis do procedimento desaparecem. Na remoção de tatuagens, por exemplo, a fragmentação do pigmento representa apenas uma etapa. Posteriormente, o organismo participa da eliminação gradual dessas partículas.
Quantas sessões de laser de picossegundos são necessárias?
O número de sessões varia de acordo com o problema tratado e não pode ser definido apenas pelo equipamento utilizado. Uma tatuagem, uma lesão pigmentada e uma cicatriz de acne possuem características completamente diferentes.
No caso das tatuagens, fatores como cor, composição e quantidade da tinta, profundidade do pigmento e tratamentos anteriores podem alterar a resposta. Já nas alterações pigmentares da pele, o diagnóstico e a profundidade do pigmento também influenciam o planejamento.
Além disso, aumentar a intensidade do tratamento com o objetivo de reduzir o número de sessões nem sempre representa uma estratégia mais adequada. Parâmetros excessivamente agressivos podem aumentar a inflamação e o risco de eventos adversos.
Por isso, a estimativa do número de sessões deve ocorrer após avaliação individual. Mesmo assim, a resposta biológica varia e impede a garantia de um número exato de procedimentos ou de um resultado específico.
O laser de picossegundos dói?
A percepção de dor varia entre os pacientes e também depende da área, da indicação e dos parâmetros utilizados. Algumas pessoas descrevem os disparos como pequenas picadas ou sensação de impacto sobre a pele.
Em determinados procedimentos, o médico pode utilizar estratégias para aumentar o conforto. A necessidade dessas medidas depende do tratamento planejado e da sensibilidade individual.
Portanto, não é adequado classificar o laser de picossegundos como um procedimento sempre indolor. Da mesma forma, a intensidade do desconforto não deve ser usada como medida da eficácia do tratamento.
Quem pode não ser um bom candidato ao laser de picossegundos?
A indicação depende do diagnóstico e das condições da pele no momento da avaliação. Em algumas situações, o dermatologista pode optar por adiar o procedimento, ajustar os parâmetros ou escolher outra estratégia.
Condições que podem exigir atenção especial incluem:
- infecção ou inflamação ativa na área que será tratada;
- lesões pigmentadas ainda sem diagnóstico;
- bronzeamento recente ou exposição solar intensa, dependendo do tratamento;
- histórico de alterações importantes de pigmentação após inflamações;
- uso de medicamentos ou presença de condições que interfiram na cicatrização ou na resposta da pele;
- expectativas incompatíveis com as possibilidades reais do procedimento.
Essa lista não substitui uma avaliação médica e também não representa todas as possíveis contraindicações. O tipo de tratamento planejado pode acrescentar cuidados específicos.
Quais cuidados são importantes antes e depois do laser de picossegundos?
Os cuidados precisam acompanhar o tipo de procedimento realizado. Entretanto, a proteção contra a radiação solar costuma ter papel importante nos tratamentos dermatológicos que envolvem pigmentação.
Antes da sessão, o médico deve conhecer tratamentos recentes, medicamentos em uso, histórico de alterações de pigmentação e outros procedimentos realizados na região. Essas informações ajudam a avaliar riscos e a definir os parâmetros.
Depois do tratamento, o paciente deve seguir as orientações específicas para sua pele e para a indicação realizada. Além disso, não deve remover crostas ou manipular áreas sensibilizadas quando elas surgirem.
Fotoproteção, cuidado com a barreira cutânea e acompanhamento da resposta também podem fazer parte das orientações. No entanto, o protocolo varia conforme a intensidade e o objetivo do procedimento.
Pele negra pode fazer laser de picossegundos?
Pessoas com pele negra podem receber tratamentos com laser de picossegundos em indicações selecionadas, mas o fototipo precisa fazer parte do planejamento. Quanto maior a quantidade de melanina epidérmica, maior pode ser a interação entre determinados comprimentos de onda e o pigmento natural da pele.
Consequentemente, a seleção do comprimento de onda, dos parâmetros e da indicação ganha ainda mais importância. O risco de hiperpigmentação ou hipopigmentação também precisa ser considerado.
Isso não significa que peles de fototipos altos não possam receber tratamentos a laser. Significa que segurança não depende apenas do nome do equipamento. Ela depende da combinação entre tecnologia, parâmetros, diagnóstico e características individuais.
Por que a avaliação médica é importante antes do laser de picossegundos?
Uma mesma aparência pode ter causas diferentes. Por exemplo, aquilo que o paciente identifica apenas como “mancha” pode corresponder a melasma, lentigo solar, hiperpigmentação pós-inflamatória ou outra alteração que exige uma abordagem distinta.
Por isso, o primeiro objetivo da consulta não deve ser escolher entre TORO, StarWalker ou qualquer outro equipamento. O primeiro passo consiste em definir o diagnóstico e entender qual estrutura precisa ser tratada.
Depois dessa avaliação, o dermatologista pode decidir se o laser de picossegundos faz sentido ou se outra tecnologia oferece uma estratégia mais coerente. Em alguns casos, inclusive, o melhor planejamento pode não envolver laser.
Essa abordagem também reduz o risco de transformar uma característica tecnológica em indicação médica. O equipamento oferece possibilidades; o diagnóstico define quando utilizá-las.
Perguntas frequentes sobre laser de picossegundos
O que é laser de picossegundos?
O laser de picossegundos é uma tecnologia capaz de emitir determinados pulsos de energia em intervalos extremamente curtos, medidos em trilionésimos de segundo. Essa forma de entrega pode produzir um importante efeito fotoacústico, especialmente útil quando o tratamento envolve determinados pigmentos. Entretanto, a indicação também depende do comprimento de onda, dos parâmetros e do alvo que será tratado.
Para que serve o laser de picossegundos?
Os lasers de picossegundos possuem aplicações principalmente relacionadas a tatuagens e determinadas alterações pigmentares. Além disso, modalidades específicas vêm sendo utilizadas ou estudadas para cicatrizes de acne, textura, fotoenvelhecimento e melasma. A qualidade das evidências, porém, não é igual para todas essas indicações.
Laser de picossegundos tira manchas?
Algumas manchas e lesões pigmentadas benignas podem responder ao tratamento com picossegundos. No entanto, “mancha” não representa um único diagnóstico. Lentigos solares, melasma e hiperpigmentação pós-inflamatória, por exemplo, possuem mecanismos diferentes. Por isso, o dermatologista precisa identificar a causa antes de indicar o laser.
Laser de picossegundos funciona para melasma?
O laser de picossegundos pode integrar o tratamento de pacientes selecionados com melasma, mas não representa uma solução definitiva para a doença. Os estudos apresentam resultados heterogêneos, e evidências recentes não demonstram superioridade consistente sobre outras abordagens. Como o melasma é uma condição crônica e multifatorial, o tratamento costuma exigir uma estratégia mais ampla.
O laser de picossegundos remove tatuagem completamente?
Não é possível garantir a remoção completa de uma tatuagem. A resposta depende da cor, da composição e da profundidade da tinta, além da quantidade de pigmento, dos comprimentos de onda disponíveis e das características individuais da pele. Por isso, algumas tatuagens respondem melhor do que outras.
Qual a diferença entre picossegundos e nanossegundos?
Um nanossegundo corresponde a 10-9 segundo, enquanto um picossegundo corresponde a 10-12 segundo. Portanto, os pulsos medidos em picossegundos podem ser muito mais curtos. Essa diferença modifica a interação da energia com determinados alvos, mas não significa que picossegundos sejam superiores em todas as aplicações dermatológicas.
Qual a diferença entre laser de picossegundos e Q-Switched?
A diferença mais conhecida envolve a duração do pulso. Tradicionalmente, lasers Q-Switched trabalham com pulsos na escala de nanossegundos, enquanto equipamentos de picossegundos conseguem emitir determinados pulsos em uma escala ainda menor. Apesar disso, as duas tecnologias podem apresentar aplicações sobre pigmentos e tatuagens, conforme o comprimento de onda e a configuração utilizada.
Laser de picossegundos é melhor que laser de CO2?
Não. Picossegundos e CO2 possuem mecanismos e objetivos diferentes. O laser de CO2 apresenta forte interação com a água e pode promover ablação e efeitos térmicos controlados. Já os picossegundos possuem importante componente fotoacústico e ganharam destaque principalmente em aplicações relacionadas a pigmentos. A escolha depende do problema que precisa ser tratado.
Qual é o melhor laser para manchas no rosto?
Não existe um único laser considerado o melhor para todas as manchas. Primeiro, é necessário identificar a origem da pigmentação. Em seguida, fatores como fototipo, profundidade do pigmento, risco de hiperpigmentação e características individuais ajudam a definir se existe indicação de laser e qual tecnologia pode ser utilizada.
Quantas sessões de laser de picossegundos são necessárias?
Não existe um número padrão de sessões. A quantidade varia conforme a indicação, as características do alvo e a resposta individual. Tatuagens, manchas e cicatrizes, por exemplo, exigem planejamentos diferentes. Portanto, uma estimativa mais adequada depende da avaliação de cada caso.
O que é o laser TORO?
O TORO é uma plataforma dermatológica que combina diferentes comprimentos de onda e durações de pulso. Entre suas características, o equipamento reúne emissões de 532 nm e 1064 nm com Nd:YAG em modo Q-Switched e uma emissão de 785 nm com Ti:Sapphire em modo picosegundo. Dessa forma, a plataforma oferece diferentes possibilidades para atingir pigmentos específicos, conforme a indicação e os parâmetros escolhidos.
Onde encontrar laser de picossegundos em Londrina?
O Instituto Pontello, em Londrina, incorporou o laser TORO ao seu conjunto de tecnologias dermatológicas. Além dele, a clínica dispõe de outras plataformas a laser, como Fotona StarWalker, DuoGlide, Etherea e RedTouch. Como esses equipamentos possuem mecanismos diferentes, a escolha deve partir do diagnóstico e do objetivo do tratamento, e não apenas da tecnologia disponível.
Laser de picossegundos: tecnologia não substitui diagnóstico
O desenvolvimento dos lasers de picossegundos ampliou as possibilidades da Dermatologia, sobretudo em tratamentos que envolvem pigmentos e tatuagens. Além disso, novas formas de aplicação vêm sendo estudadas para cicatrizes, textura e outras alterações da pele.
Entretanto, a duração ultracurta do pulso não torna essa tecnologia superior a todos os outros lasers. Comprimento de onda, diagnóstico, fototipo, profundidade do alvo e parâmetros utilizados continuam influenciando a segurança e a resposta ao tratamento.
A chegada do TORO ao Instituto Pontello amplia o arsenal de lasers disponível em Londrina. Ao mesmo tempo, plataformas como StarWalker, DuoGlide, Etherea e RedTouch continuam exercendo funções diferentes. Assim, uma tecnologia não precisa substituir a outra para acrescentar novas possibilidades ao planejamento dermatológico.
Mais importante do que escolher o equipamento mais recente é compreender qual estrutura precisa ser tratada e qual interação entre laser e tecido faz sentido para aquele objetivo. Em alguns pacientes, a resposta pode estar nos picossegundos. Em outros, outro tipo de laser ou até uma estratégia que não envolva laser pode ser mais apropriada.
Por isso, uma avaliação dermatológica individualizada permite definir o diagnóstico, analisar benefícios e limitações e escolher a estratégia mais adequada para cada pele.
Revisão médica
Este conteúdo foi elaborado e/ou revisado pelo Dr. Rubens Pontello Junior, médico dermatologista (CRM-PR 24.645 | RQE 2.050), diretor técnico do Instituto Pontello. As informações têm caráter educativo e não substituem uma consulta médica individualizada.